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Fumo - Negociações da Safra 2011/2012

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fumo_colheita_250112Presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Cerro Grande do Sul fala sobre as rodadas de negociações com as empresas fumageiras
Está a todo “vapor” a comercialização do tabaco desta atual safra em nossa região. Porém, as reuniões que tratam sobre o novo reajuste da tabela continuam indefinidas.  
Indústrias e representantes dos fumicultores ainda não chegaram a um comum acordo, sobre qual será o reajuste. A espera desta notícia, e que essa seja positiva uma grande maioria de agricultores já começou a comercializar sua produção com as fumageiras e os famosos atravessadores (picaretas).
Algumas fumageiras estão praticando seus próprios reajustes, e outras mantêm o mesmo percentual de reajuste da safra passada. Contudo, o melhor negócio segundo especialistas é optar pela venda do produto somente se for de extrema necessidade neste momento, pois há indícios de que algumas empresas não fecharão suas cotas de compra e venda, ou seja, faltará produto no mercado ocasionando assim um valor melhor na hora da compra.
As condições climáticas não favoráveis tanto no Brasil a exemplo de outros países que são grandes produtores de tabaco são os principais fatores deste indicio. Em uma rápida conversa com o Presidente do Sindicato dos Trabalhares Rurais de Cerro Grande do Sul, Cloaldo Ambos Danelon, o qual está juntamente de outros representantes sindicais de nossa região participando ativamente das rodadas de negociações para a nova tabela, nos fala que o percentual de reajuste defendido pelos representantes dos produtores é de 9,9%. Já as indústrias acenaram com um reajuste de no máximo 4,8% ficando muito além daquele pretendido pelos fumicultores.
Observando o atual cenário da fumicultura, Cloaldo enxerga uma diminuição da produção do tabaco no Brasil é de aproximadamente de 150 mil toneladas, assim como no Zimbabue e Estados Unidos, que são os que competem no mercado mundial com o Brasil, e que também estão com uma diminuição bem significativa na sua produção, fazendo com que o comércio mundial e nacional se torne bem atrativo.
– Nós temos que valorizar nosso produto começando pelo preço depois pela comercialização do mesmo – falou Cloaldo. Uma nova reunião está agendada para o dia 27 de janeiro em Porto Alegre, maiores informações podem ser procuradas no Sindicato dos Trabalhadores Rurais.