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Agricultura

Pesquisadores da Fepagro apresentam o potencial econômico do butiá em Tapes

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butiaO manejo sustentável e as potencialidades de aproveitamento econômico do butiá foram apresentados por pesquisadores da Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro) no curso de Sistemas Agroflorestais (SAF) do projeto RS Biodiversidade, em Tapes, na quarta-feira (25). Planta nativa do Rio Grande do Sul, o butiazeiro integra a lista de espécies ameaçadas de extinção no Estado.
O pesquisador Adilson Tonietto abordou o processamento da fruta do butiá para obtenção de polpa, matéria-prima para geléias, sorvetes, sucos e outros produtos alimentares. Já os problemas relativos ao manejo da planta em conjunto com a pecuária, bem como a propagação de mudas e sementes da planta foram apresentados por Gilson Schlindwein, do Laboratório de Tecnologia de Sementes da fundação.
A Fepagro desenvolve pesquisas em relação ao butiá desde 2006. Uma das pesquisas desenvolvidas investiga o desenvolvimento de sementes da planta para que possam ser utilizadas pelos agricultores.
A capacitação foi realizada no Sindicato Rural de Tapes, contando com a participação de cerca de 20 técnicos. O RS Biodiversidades é uma das políticas do governo estadual para conservação ambiental e desenvolvimento regional e é executado pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente, tendo como parceiros a Fepagro, a EMATER/RS - ASCAR, a Fundação Zoobotânica e a Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam).

Hidroponia - Sistema de produção que está dando certo

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hidroponiaDurante a semana passada o Regional de Notícias esteve na localidade de Pirapó conversando com os responsáveis por uma nova técnica de produção de hortaliças que chamou a atenção pelo seu modo de manusear, a HIDROPONIA.
A Hidroponia é uma ciência que estuda o desenvolvimento das plantas sem o uso do solo, podendo ser auxiliada pelo uso de substratos inertes, tais como: cascalho, areia, vermiculita, perlita, lã de rocha, serragem, casca de árvore, etc., aos quais são adicionados uma solução de nutrientes contendo elementos essenciais que a planta necessita para o seu desenvolvimento. Este processo também é conhecido como cultura sem solo
Em conversa com Rosangela a ideia surgiu através do interesse de seu marido Sr° Neco, este em reunião conversou com alguns técnicos que lhe sugeriram essa técnica de Hidroponia, o casal adotou a ideia e começaram a realizar inúmeras pesquisas na internet, resultando em um grande viveiro ao lado de sua residência, com uma produção mensal de aproximadamente 17 mil pés por mês.
Segundo Sr° Paulo que também tem um papel fundamental neste trabalho fala que estão sendo cultivados, Agrião, Rucula, Alface e Salsa lembrou que os pés que estão dentro dos canais feitos de canos, recebem água de quinze em quinze minutos, onde a mesma é reaproveitada novamente após aguar os pés.

Como as plantas são cultivadas?
Primeiro passo seria na chamada “Maternidade” onde as sementes são plantadas, lembrando que as sementes são plantadas em uma base esponjosa de fácil repartição, após atingida o tamanho estipulado as mudas são transportadas até o chamado “Berçário”, onde após oito dias são transportadas para os canais maiores, até atingir o tamanho de comércio.
As plantas são cultivadas em canais ou recipientes por onde circula uma solução nutritiva, que é composta de água pura e de nutrientes dissolvidos de forma balanceada, de acordo com a necessidade de cada espécie vegetal. Esses canais ou recipientes podem ou não ter algum meio de sustentação para as plantas, como pedrinhas ou areia. A solução nutritiva tem um controle rigoroso para manter suas características, periodicamente é feito um monitoramento do pH e da concentração de nutrientes, assim as plantas crescem sob as melhores condições possíveis.
Segundo Paulo que trabalha desde o inicio na Hidroponia o tempo que um pé de alface leva para a comercialização é de 20 dias, já podendo comercializar até com 15 dias, sendo além de muito prático uma produção rápida e saudável para ao nosso organismo.
A mão de obra utilizada para todo esse manuseio são de apenas três pessoas, desde a semente até a colheita, dona Rosangela já tem comercialização certa vendendo direto para rede Unisuper, e também comercializa em alguns mercados da região.
Esse cultivo na Hidroponia apresenta algumas vantagens como: ocupa menos espaço físico que o cultivo tradicional, possibilita a utilização racional da água, elimina o uso de agrotóxicos prejudiciais a saúde, possibilita o cultivo em regiões desérticas ou rochosas onde a terra não é produtiva, o custo da produção é menor e mantém uma produtividade maior.
Claro que para chegar até o ponto em que está hoje dona Rosangela assim como Sr° Paulo custaram para entender o sistema e produzir o que hoje se produz, pois basicamente aprenderam tudo através da internet, e neste trabalho é essencial a energia elétrica, pois uma hora sem água se perde toda uma produção, fato que já aconteceu no viveiro por não terem um gerador de luz.
É importante destacar que cada pé já sai embalado com uma matéria, matéria esta que não deixa a alface murchar durando até uns dois dias, este sistema de embalagem também da uma maior comodidade ao comprador.
Já se tem ideia de cultivar outras culturas neste sistema, e se for preciso já estão preparado para aumentar a produção do que já esta sendo produzido.
As verduras estão a disposição para quem quiser comprar, Rosangela diz que não deixa o vizinho na mão, e deixa disposição o telefone para contato para encomenda ou até mesmo uma explicação sobre este sistema de produção. Fone para contato: 9953-2059.

Surto de raiva bovina deixa prejuízos

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 raiva_vacaMais de 40 animais já morreram só em Cerro Grande do Sul e a região toda sofre com o problema.

Dia de Campo trata de arroz cachinho

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dia_campo_sent_040412Sentinela do Sul
Na quinta-feira, 29, na propriedade do agricultor, Dioni Cezar Vencato, na localidade do Araçá Vencato, foi realizado o primeiro Dia de Campo sobre a produção de Arroz Cachinho.
A cultura que há três anos vem crescendo no município, inclusive com a titulação de Capital Gaúcha do Arroz Cachinho por parte da Assembleia Legislativa, em 2010, tem o apoio técnico de órgãos como a Emater/Ascar e da Embrapa Clima Temperado de Pelotas aos produtores, juntamente com a Associação dos Produtores de Arroz Cachinho e o do departamento municipal do Meio Ambiente.
A plantação do arroz cachinho faz parte de um projeto, iniciado em 2009, com o objetivo de melhorar a qualidade da semente para ampliar a comercialização e o rendimento dos produtores e ainda criar uma identidade municipal atrelada ao cultivo do cereal, tradicionalmente plantado e consumido pelas famílias da região.
Na ocasião, o engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar em Sentinela do Sul, Ricardo Bonini, disse que o evento serviu para os agricultores tirarem suas dúvidas além de oportunizar a troca de informações sobre os aspectos técnicos do cultivo, secagem e armazenagem do arroz cachinho e o seu uso na gastronomia.
“O arroz cachinho é um arroz do tipo grão curto. Possui formato um pouco mais arredondado e adquire uma consistência mais cremosa depois de cozido. Na culinária gaúcha, é utilizado em pratos como o arroz de carreteiro, arroz com galinha e arroz com leite”, destacou Bonini.
Participaram do evento cerca de 80 pessoas, entre agricultores, 25 deles ligados à associação, autoridades locais e técnicos. Sobre a presença, esta foi saudada pelos organizadores do evento. Na programação, os participantes visitaram quatro estações temáticas: 1ª) Apresentação do Projeto do Arroz Cachinho pela Prefeitura Municipal e Embrapa; 2ª) Manejo da Lavoura; 3ª) Apresentação do projeto de Silos Secadores (onde foi mostrado todo o processo de limpeza e secagem do grão) e, em 4ª) A utilização da variação gastronômica do arroz na culinária.
Na propriedade do agricultor, que recebeu o evento, Dioni Cesar Vencato, de cerca de 20 hectares, 3,5 deles fora destinado ao cultivo do arroz cachinho, para a safra de 2011/12. Segundo técnicos, a expectativa em razão desta safra é de ser colhido até 8 mil sacas de arroz cachinho.
Embora esta cultura ainda represente um percentual baixo, se comparada a toda a safra de arroz no município, na casa dos 5%, o retorno econômico e financeiro poderá ser de uma movimentação na ordem dos R$ 500 mil para esta safra.
Os técnicos acreditam que a saca de 50 kg possa atingir um preço médio de mercado de R$ 60,00. A comercialização, que será efetuada diretamente pelos agricultores será destinada junto a empresas que possuam um perfil específico, para com este tipo de arroz.
Aliás, o arroz cachinho, além da sua variedade gastronômica, é um grão que recebe em termos gerais uma quantidade de insumos químicos baixíssima. Seu processo de secagem é praticamente natural; isto faz com que o produto mantenha um índice nutritivo e de alta qualidade, no consumo final. O evento de Dia de Campo teve encerramento com almoço aos participantes, à base do arroz cachinho.

Seminário Endividamento Agrícola na Agricultura Familiar em Barão do Triunfo

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seminario_divida_baraoNo dia 26 de março de 2012, a Câmara Municipal e em especial a Comissão de Agricultura do Poder Legislativo de Barão do Triunfo, realizou Seminário “Endividamento Agrícola na Agricultura Familiar”, onde estiveram presentes o Presidente da Câmara Ivan Carlos Tejada Pacheco, os Membros da Comissão de Agricultura Presidente Álvaro Duarte da Silva, Secretário Paulo Fernando de Souza e o Relator Belmiro Guedes da Silva, os demais Vereadores Derli Ferraz e Jorge B. de Lima, as Autoridades Municipais: Prefeito Municipal Odone Kloppemburg, Presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais Omero Lima, Representante da Emater Municipal Elias Kuck, Diretora da Escola Estadual Maria Tanise.
O Seminário contou também com a presença do Deputado Estadual Edgar Pretto, membro da Comissão de Agricultura da Assembleia Legislativa do Estado e o Deputado Federal Dionísio Marcon que foi Presidente da Sub Comissão de Endividamento na Câmara dos Deputados. Todas as autoridades e Vereadores presentes usaram a palavra em defesa dos Agricultores, que função dos intempéries, granizo, estiagem, precipitações de chuvas, a baixa classificação do produto, não conseguiram honrar com seus compromissos junto as fumageiras, gerando dívidas, não tendo o produtor um conhecimento específico sobre o débito e a sua base de cálculo.  
O Palestrante Dr. Paulo Rene Soares prestou esclarecimento sobre os diretos e os deveres dos produtores referentes a essas situações de inadimplência, citou casos de decisões judiciais favoráveis aos produtores, que na busca de seus direitos por uma via judicial correta conseguiram diminuir ou até extinguir débitos considerados abusivos.
O objetivo da Câmara e da Comissão de Agricultura foi trazer à tona os diversos problemas e depoimentos dos Agricultores, no sentido de orientá-los e também aprender a trabalhar em conjunto com essas situações adversas, produzindo políticas capazes de auxiliar a cadeia produtiva agrícola que significa mais de 95% da produção do Município, incentivando os agricultores a lutar pelos seus direitos e se manterem no campo.

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