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Meio Agrícola

Feira da Agricultura Familiar em Barão do Triunfo

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feirinha_baraoVem sendo realizado na Praça Fernando Dalbem em Barão do Triunfo, todas as Segundas e Terças - feiras a Feria da Agricultura Familiar. No local estivemos conversando com a Auxiliar Administrativa da Emater Daniela Vieira, que falou um pouco da importância da feira.
Um dos objetivos da feira é propiciar à população em geral conhecer a diversidade da produção da agricultura familiar e adquirir produtos com segurança alimentar e provenientes de lavouras com manejo sustentável.
O grupo conta com sete famílias que se revezam durante os dois dias da semana para exporem sua produção agrícola na feira, lembrando que este número de famílias esta aumentando. A Emater da todo apoio técnico ao grupo de produtores auxiliando no que for possível, o espaço onde hoje esta localizada a feira é uma doação da Prefeitura Municipal que também e parceira e incentiva este trabalho.
Na sexta-feira passada (10/02), a família de Dona Celoi juntamente com dona Lurdes esteve expondo seus produtos, lembrando que cada produtor tem seu dia de expor na feira, este por sua vez pode convidar um parceiro para expor junto, nesse dia dona Lurdes foi convidada de dona Celoi.
Dona Celoi juntamente com sua família vem trabalhando com agricultura a mais de vinte anos, na Feira faz aproximadamente dois anos que vem comercializando, onde além da feira a família abastece mercados e auxiliam na merenda escolar. Também presente todas as Sextas - feiras na Feira a comerciante Ana, moradora da Linha Alfredo Silveira, que trabalha a parte de doces, compotas, chimias, massa de Lasanha caseira, fornecendo para escolas massa, bolacha, e demais produtos derivados. Além das escolas Ana também entrega seus produtos coloniais por assim dizer em várias casas e comércios do município, auxiliando bastante sua renda familiar. Assim como seus colegas também avalia os começos de anos como um movimento mais fraco, esperando normalizar após o inicio das aulas.

Arrozeiros da região participam de Dia de Campo no Irga

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dia_campo_irgaUm ônibus lotado com mais de quarenta arrozeiros da região saiu de Tapes na madrugada de quarta-feira (08) rumo a Estação Experimental do Arroz na sede do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), em Cachoeirinha, onde os produtores regionais se juntaram a outros de diferentes regiões orizícolas, somando mais de mil pessoas que participaram do Dia de Campo Estadual que tratou do tema: “O Arroz e os sistemas integrados de produção: otimizando as potencialidades da várzea”.
Divididos em grupos os visitantes puderam percorrer as 06 estações montadas no evento onde puderam conferir uma ampla programação, que abordou desde estratégias de manejo ao intercâmbio científico e tecnológico até as diversas vantagens da nova semeadora de cultivo em microcamalhão, desenvolvida numa parceria do Irga com a empresa Industrial KF, fabricante de plantadeiras.
O Governador Tarso Genro esteve participando do evento e elogiou as inovadoras pesquisas desenvolvidas pelo Irga, de forma que tragam benefícios para a lavoura com um custo acessível ao produtor.
O novo sistema apresentado pela Industrial KF, que abre sulcos na lavoura com o uso de uma ferramentas com aivecas, reduz o risco de excesso hídrico na lavoura é ideal para a rotação de culturas, como o plantio da soja na várzea ou mesmo o cultivo do milho que já vem sendo feito em caráter experimental.
Para o presidente do Sindicato Rural de Tapes e Sentinela do Sul, e Conselheiro do Irga, Juarez Petry, o dia foi bastante proveitoso aos produtores que buscam novas técnicas de cultivo da lavoura com a finalidade de rotação de cultura, contudo Petry alerta que o Irga e o Governo do Estado não devem perder o foco na questão que se refere às políticas de competitividade de mercado do arroz nacional, em relação ao que entra no país pelo Mercosul, segundo ele, um antigo problema que atormenta os produtores brasileiros.
“O governo anterior direcionou suas ações em pesquisas de tecnologias de superprodução como o Projeto 10 e o governo atual tem focado a sustentabilidade, produção orgânica e rotação de culturas, já as questões de mercado estão em segundo plano” avaliou Petry.

Dia de campo de fruticultura

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dia_de_campo_uvasertaoSertão Santana - Na última sexta-feira, dia 27 de janeiro, ocorreu no município de Sertão Santana, um Dia de Campo voltado para a produção de uva, o evento foi realizado em duas localidades, uma na linha Dr° Flores onde três estações se localizavam na Agroindústria e duas na Propriedade do Sr° Jorge Ritter. Este dia foi preparado pela Prefeitura Municipal através da Secretaria Municipal de Agricultura juntamente com Emater/RS – Ascar, Cooperativa Agropecuária de Sertão Santana e Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Sertão Santana.

Surgimento da Cooperativa
Inicialmente no ano de 2001 foi levantada nas localidades dos municípios a demanda da diversificação de cultura, sempre frisado que ninguém é contra a planta do fumo, mais sim a intenção que se teve foi dar mais opções de renda ao agricultor do município e região.
Após isto foi priorizado também em nível de região no Fórum de Desenvolvimento Regional da Centro Sul que abrange 17 municípios, sendo assim foi criado um Programa de Incentivo a Vitivinicultura, posteriormente o Governo Federal lançou um Programa chamado “Territórios Rurais” com a função de desenvolver as regiões menos desenvolvidas do Pais, no qual a região se enquadrava, então foi elaborado um projeto para a construção de uma Agroindústria; possibilitando dessa forma a liberação do recurso para se construir a mesma.
Após uma longa caminhada, a Cooperativa foi fundada em 18 de Junho de 2011, antes disso muitos detalhes foram acertados, inicialmente restauração dos parreirais antigos, onde muitos já vinham cultivando uva desde o tempo da colonização, visto isto foi criado um grupo com pessoas interessadas em produzir e investir na produção de uva. E foi na necessidade de comprar insumos, adubo, mudas, que em 2008 se formou a Associação de Uva de Sertão Santana, realizando trabalhos conjuntos.
Mais para poder comercializar a produção, ainda em 2011 houve a necessidade de criar uma Cooperativa, para dessa forma colocar o produto no mercado, registrar, deixar tudo legalizado. Hoje a Cooperativa tem 42 sócios, trabalhando como uma família, dividindo experiências novas que deram certo entre o grupo.

Investimentos
A prefeitura de Sertão Santana vem subsidiando 50% da muda dos produtores, assistência técnica, a construção da Agroindústria foram R$200.000,00 do Governo Federal através do MDA, e Prefeitura de Sertão Santana em contra partida investiu mais R$ 100.000,00.
Em conversa com o Responsável pelo Projeto da Agroindústria o Técnico Agrícola  - Alex Kologeski, avaliou o evento como um marco para a Cooperativa, o Dia de Campo foi um sucesso, esperando para este ano o processamento de 50 toneladas de Uva e outros 50 para Vinho.
“Encaminhamos já um novo projeto para o Governo, que provavelmente a partir do ano que vem o recurso já estará garantido, depende de fazer o trâmite legal, que é a licitação, para se construir ao lado da Cooperativa uma Agroindústria de shimier, a aproximadamente 30 toneladas de bagaços, material esse que passará a ser encaminhado para a Agroindústria de shimier prédio que será localizado ao lado da Agroindústria de Suco. Só que para montar mais um prédio aqui do lado temos que trabalhar os 12 meses por ano, então já montamos junto nesse projeto, a produção e conservas de hortaliças, pepino, cebola, aipim descascado e embalado a vácuo, então todos esses produtos a Cooperativa vai poder administrar e colocar no mercado” finalizou Alex.

Estações:
Uma das estações se localizava nas terras de Jorge e Arlete Ritter mostrando uma grande diversificação de atividades agrícolas pode trazer um bom retorno financeiro para a família. A área dedicada ao cultivo de fumo está diminuindo ano após ano e sendo substituída pela ampliação da plantação de milho, suinocultura, apicultura e a fruticultura. “Este é o terceiro ano da uva na propriedade e o investimento já se pagou”, comenta Jorge, com a expectativa de colher seis mil quilos de uva em uma área de 0,7 hectare.
Além da família Ritter, muitos produtores também falaram da viticultura como uma alternativa de ampliação de renda no meio rural.
Os extensionistas presente nas estações e os agricultores passaram ainda informações sobre as mudas, o manejo adequado, a poda e os tratos culturais, bem como sobre o planejamento a gestão e monitoramento das atividades agrícolas para melhores resultados e como, através do cooperativismo, os agricultores estão estruturados para a transformação da uva em suco com venda para a alimentação escolar.
Em outra estação se falou sobre as condições de pomares de uva, muda variedade, e implantação de pomar, a outra estação localizada dentro da Agroindústria foi mostrado como é feito o processo de beneficiamento desde a entrada da uva até a expedição, onde também muitos aproveitaram para saborear um pouco do suco oferecido. A quem quisesse comprar também estava a disposição para venda.
No Dia de Campo foram repassadas orientações sobre os cuidados com a exposição ao sol, a prevenção contra o câncer de pele e a importância do auto-exame.

Presidente da Cooperativa
Em conversa com Celita Bialeski - Presidente da Cooperativa, falou que o Dia de Campo foi ótimo, principalmente para quem quer começar, ou até mesmo quem já tem uma parreira podendo esclarecer muitas dúvidas.
“O grande sucesso foi à união de nosso grupo, com isso conseguimos grande diferenças de preços nos insumos, começamos com nove sócios e hoje somos quarenta e dois todos participando, e a cooperativa esta aberta a receber sócios de toda nossa região, interessados podem falar com o Clair da Emater ou com o Alex Kologeski da Secretaria de Agricultura, dando nome e telefone, na Prefeitura de Sertão Santana. Ainda este ano atingiremos com certeza a marca de 100 associados“, finalizou dona Celita.

Agroindústria de suco de uva começa a operar em Sertão Santana

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agroindustria_uva_sertao_250112A unidade de beneficiamento de uva, com a capacidade de processar até 240 toneladas por safra, está começando a operar em Sertão Santana. A agroindústria vai beneficiar produtores dos 17 municípios que fazem parte do Território Centro-Sul e ainda os estudantes de toda a região que vão receber o suco através da alimentação escolar.
O processamento piloto já foi realizado e, nesta primeira safra, a expectativa é que sejam processados aproximadamente 30 mil litros de suco. A venda será priorizada para a alimentação escolar, através das chamadas públicas de Sertão Santana e dos demais municípios da região. O suco também será divulgado e vendido em feiras e eventos e seu excedente será comercializado no varejo.
Para construir a agroindústria foram empregados R$200.400,00 vindos do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) através do Projeto de Territórios da Centro-Sul, com contrapartida superior a R$100.000,00 da Prefeitura de Sertão Santana. A Prefeitura e a Emater/RS-Ascar elaboraram o projeto tendo em vista a manifestação, desde 2005, de um grupo de agricultores interessados em investir na fruticultura e ampliar a renda familiar.
A Prefeitura subsidiou mudas para incentivar o plantio e equipamentos para a extração do suco. Coube a assistência técnica e extensão rural acompanhar os agricultores para o repasse de orientações sobre o funcionamento da cadeia produtiva - desde a produção até a colheita - realização de capacitações e ainda o incentivo a formação da Cooperativa Agropecuária de Sertão Santana em 2011. A Cooperativa vai administrar o empreendimento que conta, atualmente, com 40 associados.
Segundo o supervisor da Emater/RS-Ascar, Sérgio Souza, iniciativas como esta são importantes, porque simbolizam o melhor caminho para se conseguir sustentabilidade, desenvolvimento e distribuição de renda. Para o técnico do Escritório da Emater/RS-Ascar em Sertão Santana, Clair Junior de Oliveira Schäffer o início das atividades na agroindústria é resultado de um intenso trabalho de mobilização e organização junto aos agricultores e servirá como grande motivador dentro do processo de diversificação de atividades agrícolas na agricultura familiar.
No local, será feito suco de uva, prioritariamente, mas o Agrônomo da Emater/RS-Ascar, Márcio Miranda Dalbem, ressalta que se a produção local tiver excedentes também de outras frutas elas poderão vir a ser processadas. No entanto aí a unidade precisará receber outros equipamentos para dar conta do processamento.

Fumo - Negociações da Safra 2011/2012

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fumo_colheita_250112Presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Cerro Grande do Sul fala sobre as rodadas de negociações com as empresas fumageiras
Está a todo “vapor” a comercialização do tabaco desta atual safra em nossa região. Porém, as reuniões que tratam sobre o novo reajuste da tabela continuam indefinidas.  
Indústrias e representantes dos fumicultores ainda não chegaram a um comum acordo, sobre qual será o reajuste. A espera desta notícia, e que essa seja positiva uma grande maioria de agricultores já começou a comercializar sua produção com as fumageiras e os famosos atravessadores (picaretas).
Algumas fumageiras estão praticando seus próprios reajustes, e outras mantêm o mesmo percentual de reajuste da safra passada. Contudo, o melhor negócio segundo especialistas é optar pela venda do produto somente se for de extrema necessidade neste momento, pois há indícios de que algumas empresas não fecharão suas cotas de compra e venda, ou seja, faltará produto no mercado ocasionando assim um valor melhor na hora da compra.
As condições climáticas não favoráveis tanto no Brasil a exemplo de outros países que são grandes produtores de tabaco são os principais fatores deste indicio. Em uma rápida conversa com o Presidente do Sindicato dos Trabalhares Rurais de Cerro Grande do Sul, Cloaldo Ambos Danelon, o qual está juntamente de outros representantes sindicais de nossa região participando ativamente das rodadas de negociações para a nova tabela, nos fala que o percentual de reajuste defendido pelos representantes dos produtores é de 9,9%. Já as indústrias acenaram com um reajuste de no máximo 4,8% ficando muito além daquele pretendido pelos fumicultores.
Observando o atual cenário da fumicultura, Cloaldo enxerga uma diminuição da produção do tabaco no Brasil é de aproximadamente de 150 mil toneladas, assim como no Zimbabue e Estados Unidos, que são os que competem no mercado mundial com o Brasil, e que também estão com uma diminuição bem significativa na sua produção, fazendo com que o comércio mundial e nacional se torne bem atrativo.
– Nós temos que valorizar nosso produto começando pelo preço depois pela comercialização do mesmo – falou Cloaldo. Uma nova reunião está agendada para o dia 27 de janeiro em Porto Alegre, maiores informações podem ser procuradas no Sindicato dos Trabalhadores Rurais.

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